04/01/2012

Vida após o parto




No ventre de uma mulher grávida dois gêmeos dialogam:

- Você acredita em vida após o parto?

>- Claro! Há de haver algo após o nascimento. Talvez estejamos aqui principalmente porque nós precisamos nos preparar para o que seremos mais tarde.

- Bobagem, não há vida após o nascimento. Afinal como seria essa vida?

- Eu não sei exatamente, mas certamente haverá mais luz do que aqui. Talvez caminhemos com nossos próprios pés e comeremos com a nossa boca.

- Isso é um absurdo! Caminhar é impossível. E comer com a boca? É totalmente ridículo! O cordão umbilical nos alimenta. Além disso, andar não faz sentido pois o cordão umbilical é muito curto.

- Sinto que há algo mais. Talvez seja apenas um pouco diferente do que estamos habituados a ter aqui.

- Mas ninguém nunca voltou de lá. O parto apenas encerra a vida. E afinal de contas, a vida é nada mais do que a angústia prolongada na escuridão.

- Bem, eu não sei exatamente como será depois do nascimento, mas com certeza veremos a mamãe e ela cuidará de nós.

- Mamãe? Você acredita em mamãe? Se ela existe, onde ela está?

- Onde? Em tudo à nossa volta! Nela e através dela nós vivemos. Sem ela não existiríamos.

- Eu não acredito! Nunca vi nenhuma mamãe, por isso é claro que ela não existe.

- Bem, mas ás vezes quando estamos em silêncio, posso ouvi-la cantando, ou senti-la afagando nosso mundo. Eu penso que após o parto, a vida real nos espera; e, no momento, estamos nos preparando para ela.

AUTOR DESCONHECIDO


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29/11/2011

Um simples portão de garagem...





Como é difícil aceitarmos mudanças… Estamos vivendo tempos de mudanças, nas nossas vidas, no trabalho, no mundo, das mais simples até as mais profundas mudanças.


Nesta semana, encontrei uma amiga minha que me disse “não podemos julgar se um produto é bom ou não pela embalagem”. No caso, a embalagem era bonita e o produto em questão também. Mas, o simples fato de ver a “embalagem”, darmos rótulos as pessoas, criar pré-conceitos sobre as pessoas, regiões, crenças....não é certo. Temos que ser abertos a novos horizontes.


Li no site do Leonardo Boff sobre “Despertar a dimensão Xamânica”, onde Leonardo Boff faz um exercício que todos nós precisamos aceitar as mudanças e nos convida a exercer a sustentabilidade, não esta pregada diariamente, mas uma integração com a terra, respeitando e convivendo com as energias naturais do Universo.


Mas, ainda tem pessoas que não aceitam mudanças. Comparam produtos por embalagens, julgam as pessoas que pensam diferente da dita “maioria”, como Boff, que teve a ousadia de nos anos 70, pensar diferente de tudo o que se ouvia, dizia e pregava, e hoje, chega lúcido aos 73 anos de idade, nos surpreendendo a cada semana.


Não, não sou um ser desprovido de qualquer resistência a mudanças. Posso até me achar aberto para novas formas de agir, de pensar... Me achava o “bam-bam-bam”, o que aceitava tudo o que era novidade, na vanguarda da onda, quando pensou em novas formas, novos acessos, novos pensamentos, lá estava eu junto... Nunca julguei quem não permitia mudanças, mas não as entendia.


Mas, é inconsciente. E só percebí que simples mudanças me afetam quando um simples portão de garagem, que eu conhecí por 34 anos pintado de prata, hoje encontrei pintado de verde... E foi uma desilusão. Não pela pintura, mas por ter visto que eu não sou diferente de todos os que resistem a mudanças...




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23/07/2011

R.I.P. Amy Winehouse.



A primeira vez que escutei Amy, me lembrou Aretha Franklin, Nina Simone. brincava com sua voz sem fazer força. Potencial este que surpreendeu o mundo, ela adota uma postura agressiva sem ser necessário puxar pela voz.

Por ter ouvido do Album FRANK, a faixa “Know you now”, esta música ficou marcada como sendo da Amy Winehouse. Eu escutei pela primeira vez lá por 2005, 2006 antes de lançar o segundo album.

Infelizmente, seu problema com drogas lícitas e ilícitas, infelizmente, vieram antes do segundo álbum. “Back to Black” trouxe “Hehab” e “You know i’m no good”. Neste album, podemos ver todo o soul, blues e R&B que encantou o mundo. Rendeu 6 indicações ao Grammy Awards, destas, ganhou 5 prêmios.

A melhor música de Amy Winehouse é “Back to Black” que para ouvir, não necessita de tradução. Ela canta não só com a voz. Postura e os olhos vivos que parecem querer mais e mais vida. Por esta pressa, o sucesso meteórico da Diva do Soul. Sua obra ficará para sempre na memória de quem a ouviu e, para os que ainda vão ouví-la, uma dica: Ouça com moderação. Não se prenda só na balada bonita de Hehab. Vá além. “Monkey man” é outra jóia. Sem compromisso com a letra... Sonoridade e R&B traduzem esta faixa.

Assim como Joplin, Hendrix, Morrison, a estrela morre antes dos 30, embora não seja obrigatório pois nomes como Aretha, BB King, Eric Clapton e outros grandes nomes que revolucionaram e revolucionam o mundo até hoje, continuam vivos, superaram seus problemas e não desistiram.

Amy Winehouse, Londres, 14/09/1983 – Londes, 23/07/2011.

15/04/2011

Pai...



Neste dia especial, 15/04, gostaria de poder lhe dar um abraço. Gostaria de te contar o quanto eu errei e acertei nestes 17 anos sem você. Queria te dizer que aprendí muito com você, mas, sinto mais sua falta nos momentos felizes, nas vitórias, nas conquistas. Hoje, estarias fazendo 76 anos.


Não sei descrever como João Batista Machado e Júlio Machado da Silva Filho quando traduziram na musica GURÍ como se sente um filho ao contemplar a figura de um pai: "(...) Para que digam quando eu passe / Saíu igualzinho ao Pai/". Mas quando me olho no espelho, procuro mais fundo o adolescente que deixastes aquí e encontro mais a sua figura...

Em várias oportunidades me privei de escrever estes momentos, mas acredito que é a hora de dizer o quanto fostes (e és) importante em minha vida. Fostes quando vivo, me educando o que tomastes como verdade a moral e o caráter. És porque cultivo estes ensinamentos até hoje.


Obrigado por me escolher para ser seu Filho, quando planejastes toda esta vida. Sou grato pelo tempo que passei com você, por tomar agua gelada na sombra da árvore a entrada do Carreiros, por ter ensinado a dirigir na FURG aos domingos, e principalmente, por ter me ensinado a importância da fé.

24/03/2011

Faroeste Caboclo



Quem, dos que estão lendo este Blog, já não escutou “Faroeste Caboclo” e não viu as cenas em sua cabeça? Quem não acompanha até hoje a saga de João de Santo Cristo, seu amor por Maria Lucia e tudo o que passou, como se fosse um livro que se lê mais de 1000 vezes, mesmo sabendo o final, emocionando-se como se o fizesse pela primeira vez? Ou tentou cantar sem perder o fôlego? Sem esquecer a letra ou repetindo-a?


A música foi escrita em 1979, executada pela primeira vez em 1983, na Urca, e lançada em 1987, no disco “Que País é esse?”. Renato Russo deixou pronto o roteiro de um filme, não concordam? Uma música extensa para tocar nas rádios, mas que mesmo assim, alcançou o primeiro lugar nas paradas de sucesso e é uma das músicas mais conhecidas do Legião Urbana.


A primeira vez que escutei “Faroeste Caboclo”, eu estava na frente do Supermercado, dentro do carro de meu Pai, uma Brasília, ano 1979, e eu com 11, 12 anos, imaginando e dando todo o sentido aquela letra, imaginando as cenas descritas pela música. Me lembro de ter ficado chocado com o João roubando o dinheiro da igreja, ele indo para Brasília, ou comendo toas as menininhas da cidade. Os anos 80 estavam presentes naquela história. Musicalidade, letra... Muitos jovens sentiam que aquele ali não era o seu lugar. Não se achavam... Seria a síntese dos anos 80? Final dos 80, para entrar nos anos 90?

Agora, a música vai virar filme. O roteiro, escrito desde 1979, vai para a Telona. A Gávea Filmes, com a distribuição da Europa Filmes, está com esta missão em suas mãos. Transformar em realidade o que cada um desta legião faz desde a primeira vez que ouviu a música. Estão buscando locações, além de uma promoção para que um fã participe das filmagens durante um dia, com uma pontinha no Filme.


É um presente para os que viveram a “geração Coca-cola”.


Depois, vieram “Meninos e Meninas”, “Eduardo e Mônica”, “Há Tempos”... Músicas que, devido a dificuldade de acesso (a lembrar que até 1996, era só fita K7 e Vinil), só acompanhando pela rádio e gravando em casa para escutar repetidas vezes. A partir de 94, conheci outras canções menos comerciais e mais sentimentais, mas Faroeste Caboclo foi o marco inicial do Legião para mim.


Quando escuto a canção, me vejo ainda dentro da Brasília, em frente ao Supermercado, prestando atenção vidrado na música, para saber como terminaria aquela história. O fato mais relevante é que devido a duração (quase 10 minutos), meu pai retornou ao carro e, como não gostava de dirigir ouvindo música, aguardou o final dela para seguir para casa.


Link para página do Filme: http://www.faroestecaboclo.com.br/
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15/03/2011

Não existe idade... Definitivamente.




























Antes, sempre diziam que uma pessoa chegava aos 30, estava em idade adulta, passando do “amadurecimento”, chegando a chamada “plenitude” dos acontecimentos. Ou você até os trinta casava, ou...


Hoje, não é mais desta forma. Aos 30, você ainda está escolhendo o que vai fazer na faculdade, se é isso mesmo que você quer, ou se já acabou uma, pode escolher a segunda sem pressão dos pais, familiares, amigos... Enfim, você começa a ser dono do seu nariz.


Ah, mas não ache que aos 40 você não poderá mais ter escolhas... Não, além de escolhas, você poderá ter ALTERNATIVAS, pois como já é jovem há mais tempo, então, tem uma coisa chamada “bagagem”... Já dormiu de roupas, já deu certo, já deu errado, ou não deu... já chorou, riu, magoou, perdoou ou manteve em si algo que lhe fez forte... E, aos 40, está uma pessoa pronta para decidir o que quer fazer da vida, da faculdade, dos filhos, do emprego...


Eu, há pouco tempo atrás, ouvia das pessoas que se eu quisesse viver, deveria aproveitar até os 25, porque depois, já estaria velho demais para me aventurar...

Outro dia, encontrei um amigo de 50 anos que me falou que iria largar o emprego dele de 16 anos, para se aventurar em uma nova empresa de frente para a Praia no Nordeste, e ainda completou que “agora que os filhos estão criados, é a vez de pensar em nós dois, eu e minha esposa e me aventurar por este mundo...”


Não é mentira quando dizem que aos 18, você acha que sabe tudo da vida, aos 25 descobre que ainda tem muita coisa para descobrir, e aos 30, descobre que o mundo é infinitamente maior do que você pensa que acha que poderia ser. Eu só fico me perguntando se aos 60, entenderei que não vai ser a idade que vai me dar a noção exata do tamanho do universo, mas sim o conhecimento adquirido ao longo dos anos me ajudando a aceitar que nem ao menos conheço tudo o que serei capaz de planejar e viver daquele momento em diante.


Minha mãe está com 75 anos. Aos 73, descobriu a Internet, tem seu computador próprio, gosta de “orkutar”, “guglar” e ler notícias diárias. Aventura-se nos sites de recados para o Orkut, aprendeu a dominar o Ctrl+C e o Ctrl+V e é o meu maior orgulho da terceira idade.


Na FURG, neste ano, já sei de duas pessoas acima dos 65 anos, bixos no vestibular de verão. A vida não para. Depende muito mais de você, da sua cabeça, do que do mundo. Agora, se você concordar com aquela pessoa que diz que está velho até para ir ao shopping, comer batata frita e conversar com os amigos aos 29 anos, cuidado!


Nunca é tarde para amar, para aprender, para planejar, para viver!


NADA é tão tarde que não seja exatamente na hora certa.




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05/08/2010

Hoje é o dia!



Não quero esta taça para ser igual a meu co-irmão. Para me igualar a ele, teria que fazer muito vexame na vida (e me orgulhar do vexame).
Quero esta taça para pintar novamente a América de vermelho. Cor que ela não deixou de ser. Os chamados Libertadores, deixaram entranhada nesta terra o vermelho. E este vermelho nos pertence. Quero ele. Quero reviver. Quero esta taça.

Assim como eu, muitos esta noite não vão dormir. Não é uma final, mas é um jogo entre os dois melhores times desta década. Ninguém disse que vai ser um jogo fácil. Tinga e Guina estão ao nosso lado. Lá na frente, quero o Sóbis marcando o Ceni. Mas pode ser o Taison. Kleber, quero apoiando quando puder. Sandro, surpreendendo Ceni, quem sabe fará o gol da classificação, ou quem sabe aquele garoto chamado Giuliano. Renan, a muralha, Indio, Bolivar, Nei...

Bah, Me acostumei mal.

Nasci bi-campeão, e aos dois anos fui tri-campeão do brasil (invicto), mas eu tinha dois anos. Aos 15 anos, entendí o que era ser campeão do Brasil. Pinga, Celio Silva, Fernandez.. Já havia me acostumado a falar do Falcão, do Manga, do Figueroa. Como todos, eu queria substitutos para eles.

Nos anos 2000, ví que podíamos mais. Aprendemos em 2003, 2004, 2005 a trilhar a América com a Sulamericana. Em 2006, ganhei a América pela primeira vez. Mas estava incompleta. EU QUERIA O MUNDO! E ele foi me dado. Por esta camisa vermelha que visto com tanto orgulho, chorei dentro de um apartamento, na Independência, em POA, sozinho. Chorei por dentro e por fora. Lavei minha alma. Expurguei minhas comparações. EU CONHECIA AQUELES CARAS! Eles eram reais.

Agora, em 2010, sou um cara que já chegou em 4 vice-campeonatos nacionais em 5 anos (2005, 2006, 2009, e cb 2009). Fui campeão da Sul Americana.
Fui Campeão de Tudo.

Estou pronto.

QUERO SER CAMPEÃO DA AMÉRICA DE NOVO! QUERO SER CAMPEÃO DO MUNDO DE NOVO!
Não é por ninguém mais que EU MESMO!
E vai começar por hoje. Porque hoje é o dia.

Marcio Oliveira