24/03/2011

Faroeste Caboclo



Quem, dos que estão lendo este Blog, já não escutou “Faroeste Caboclo” e não viu as cenas em sua cabeça? Quem não acompanha até hoje a saga de João de Santo Cristo, seu amor por Maria Lucia e tudo o que passou, como se fosse um livro que se lê mais de 1000 vezes, mesmo sabendo o final, emocionando-se como se o fizesse pela primeira vez? Ou tentou cantar sem perder o fôlego? Sem esquecer a letra ou repetindo-a?


A música foi escrita em 1979, executada pela primeira vez em 1983, na Urca, e lançada em 1987, no disco “Que País é esse?”. Renato Russo deixou pronto o roteiro de um filme, não concordam? Uma música extensa para tocar nas rádios, mas que mesmo assim, alcançou o primeiro lugar nas paradas de sucesso e é uma das músicas mais conhecidas do Legião Urbana.


A primeira vez que escutei “Faroeste Caboclo”, eu estava na frente do Supermercado, dentro do carro de meu Pai, uma Brasília, ano 1979, e eu com 11, 12 anos, imaginando e dando todo o sentido aquela letra, imaginando as cenas descritas pela música. Me lembro de ter ficado chocado com o João roubando o dinheiro da igreja, ele indo para Brasília, ou comendo toas as menininhas da cidade. Os anos 80 estavam presentes naquela história. Musicalidade, letra... Muitos jovens sentiam que aquele ali não era o seu lugar. Não se achavam... Seria a síntese dos anos 80? Final dos 80, para entrar nos anos 90?

Agora, a música vai virar filme. O roteiro, escrito desde 1979, vai para a Telona. A Gávea Filmes, com a distribuição da Europa Filmes, está com esta missão em suas mãos. Transformar em realidade o que cada um desta legião faz desde a primeira vez que ouviu a música. Estão buscando locações, além de uma promoção para que um fã participe das filmagens durante um dia, com uma pontinha no Filme.


É um presente para os que viveram a “geração Coca-cola”.


Depois, vieram “Meninos e Meninas”, “Eduardo e Mônica”, “Há Tempos”... Músicas que, devido a dificuldade de acesso (a lembrar que até 1996, era só fita K7 e Vinil), só acompanhando pela rádio e gravando em casa para escutar repetidas vezes. A partir de 94, conheci outras canções menos comerciais e mais sentimentais, mas Faroeste Caboclo foi o marco inicial do Legião para mim.


Quando escuto a canção, me vejo ainda dentro da Brasília, em frente ao Supermercado, prestando atenção vidrado na música, para saber como terminaria aquela história. O fato mais relevante é que devido a duração (quase 10 minutos), meu pai retornou ao carro e, como não gostava de dirigir ouvindo música, aguardou o final dela para seguir para casa.


Link para página do Filme: http://www.faroestecaboclo.com.br/
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15/03/2011

Não existe idade... Definitivamente.




























Antes, sempre diziam que uma pessoa chegava aos 30, estava em idade adulta, passando do “amadurecimento”, chegando a chamada “plenitude” dos acontecimentos. Ou você até os trinta casava, ou...


Hoje, não é mais desta forma. Aos 30, você ainda está escolhendo o que vai fazer na faculdade, se é isso mesmo que você quer, ou se já acabou uma, pode escolher a segunda sem pressão dos pais, familiares, amigos... Enfim, você começa a ser dono do seu nariz.


Ah, mas não ache que aos 40 você não poderá mais ter escolhas... Não, além de escolhas, você poderá ter ALTERNATIVAS, pois como já é jovem há mais tempo, então, tem uma coisa chamada “bagagem”... Já dormiu de roupas, já deu certo, já deu errado, ou não deu... já chorou, riu, magoou, perdoou ou manteve em si algo que lhe fez forte... E, aos 40, está uma pessoa pronta para decidir o que quer fazer da vida, da faculdade, dos filhos, do emprego...


Eu, há pouco tempo atrás, ouvia das pessoas que se eu quisesse viver, deveria aproveitar até os 25, porque depois, já estaria velho demais para me aventurar...

Outro dia, encontrei um amigo de 50 anos que me falou que iria largar o emprego dele de 16 anos, para se aventurar em uma nova empresa de frente para a Praia no Nordeste, e ainda completou que “agora que os filhos estão criados, é a vez de pensar em nós dois, eu e minha esposa e me aventurar por este mundo...”


Não é mentira quando dizem que aos 18, você acha que sabe tudo da vida, aos 25 descobre que ainda tem muita coisa para descobrir, e aos 30, descobre que o mundo é infinitamente maior do que você pensa que acha que poderia ser. Eu só fico me perguntando se aos 60, entenderei que não vai ser a idade que vai me dar a noção exata do tamanho do universo, mas sim o conhecimento adquirido ao longo dos anos me ajudando a aceitar que nem ao menos conheço tudo o que serei capaz de planejar e viver daquele momento em diante.


Minha mãe está com 75 anos. Aos 73, descobriu a Internet, tem seu computador próprio, gosta de “orkutar”, “guglar” e ler notícias diárias. Aventura-se nos sites de recados para o Orkut, aprendeu a dominar o Ctrl+C e o Ctrl+V e é o meu maior orgulho da terceira idade.


Na FURG, neste ano, já sei de duas pessoas acima dos 65 anos, bixos no vestibular de verão. A vida não para. Depende muito mais de você, da sua cabeça, do que do mundo. Agora, se você concordar com aquela pessoa que diz que está velho até para ir ao shopping, comer batata frita e conversar com os amigos aos 29 anos, cuidado!


Nunca é tarde para amar, para aprender, para planejar, para viver!


NADA é tão tarde que não seja exatamente na hora certa.




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